28/07/2012

Marina Silva rouba a festa em Londres

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Foi uma geral surpresa a presença da ex-ministra e ex-candidata à presidência da República, Marina Silva, como convidada oficial do Comitê Olímpico Internacional (COI), no desfile da cerimônia de abertura da Olimpíada de Londres, ontem (27).

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A entrada de Marina foi triunfal: ela empunhava, juntamente com celebridades internacionais, como o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, o maestro argentino Daniel Barenboim, o eterno boxeador Muhammad Ali e recebedores de prêmios Nobel, a bandeira com os anéis olímpicos.

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> Delegação oficial brasileira ensaiou crise diplomática

A reação da delegação oficial brasileira foi de surpresa e certo constrangimento (pura inveja).

A nossa chancelaria reclamou que o COI deveria ter comunicado que Marina desfilaria. A presidente Dilma, com quem Marina teve desinteligências e a quem Marina debita a sua saída do Ministério do Meio Ambiente, engoliu o triunfo a palo seco.

> Aldo Rebelo: "fazer o quê?"

O único que encaixou o capote com cortesia foi o ministro do Esporte, Aldo Rebelo que reagiu sucumbindo às circunstâncias: "Marina sempre teve boa relação com as casas reais da Europa e com a aristocracia europeia. Não podemos determinar quem as casas reais escolhem, fazer o quê?"

> Planalto não pode apagar adversários como fazia Stalin

O COI é um comitê supranacional, e mesmo que não fosse, não é possível ao Brasil determinar quem deve ser escolhido para o que em eventos diversos, ou o PT vai agora querer fazer listas de convidados no mais perfeito estilo stalinista?

11 comentários:

  1. Essa forma que você mensionou do posicionamento do Aldo Rebelo, é bem diferente da que foi feita pelo Estadão.
    Não sei qual é a tendenciosa, mas pelo perfil do Estadão, já sei quem é !
    No geral, seu fechamento é crucial. A dor de cotovelo não é motivo de stalinismo.

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    1. Eu não vi ironia na fala de Rebelo, como sugeriu o Estadão. É fato que as casas reais da Europa Ocidental são, sem exceção, militantes da causa ambiental e isso fez com que Marina lhes conquistasse admiração por defender questões ambientais no Brasil, que sempre foi tido na Europa como um país politicamente incorreto no que tange à questão.
      O nome de Marina Silva, para o circuito "Elizabeth Arden" é grife de valor, por isso o COI a consultou se permitiria o uso da sua imagem.

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    2. Só não entendi porque você lembrou Stalin se ninguém do Governo ensaiou qualquer reação ao menos descortês a presença de Marina. No máximo, se assim foi, houve ironia por parte de Aldo Rebelo. E de bom gosto. Pelo menos pelo que li no seu post. Ou não foi assim? Onde entra o Stalin nessa história deputado?

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    3. Todos do governo reagiram de forma negativa. A própria chancelaria, como está escrito na postagem, reclamou ao COI argumentando que deveria ter sido avisada. O presidente da Câmara, Marco Maia (PT), também criticou o COI pelo convite à Marina sem avisar o governo brasileiro.
      Tudo coisa sem cabimento e é exatamente aí que entra Stalin: o ditador russo controlava o Estado e a sociedade de tal forma que a sua equipe chegava a apagar de fotografias oficiais pessoas que se tinham tornado seus desafetos, colocando outras pessoas no lugar (os stalinistas foram os precursores do Photoshop). Nas reuniões de cúpulas estrangeiras, Stalin condicionava a sua presença a ausência de representantes de outros países que ele não tinha simpatizado em reuniões anteriores, e como a presença dele era importante, pois a Rússia era estratégica, os países acabavam trocando seus chanceleres para ter Stalin nas reuniões.
      A chancelaria brasileira, e os políticos petistas que reclamaram agiram com esse espírito.

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  2. A convite do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Londres (Locog), Marina entrou carregando a bandeira olímpica na festa de abertura do evento, ao lado de nomes como Haile Gebrselassie, Ban Ki Moon, Shami Chakrabarti e Muhammad Ali. Ela é reconhecida internacionalmente por sua luta em defesa do meio ambiente. A situação gerou constrangimento, porque Marina é adversária política de Dilma, cuja presença como presidente do país que será a próxima sede dos Jogos Olímpicos foi ofuscada pela ex-ministra.

    "Não acho que a gente deve apequenar isso em uma disputa política. Aqui é o interesse maior do Brasil. Isso me entristece", disse Marina, no Hotel Corinthia, onde está hospedada a convite do Locog, na capital londrina. A ex-ministra disse que esperava apoio da comitiva brasileira e, principalmente, da presidente Dilma para a sua participação. "Meu apelo é para a presidente Dilma: que a causa que eu represento, e ali não era eu como figura política, não seja uma afronta para o Brasil, que seja uma dádiva. Porque eu tenho tanto respeito pelo Brasil pela nossa história e a presidente Dilma sabe como, na minha divergência, eu sou leal. As pessoas com quem eu convivi durante 30 anos não são meus inimigos. Do mesmo jeito que eu fico feliz de ver as autoridades brasileiras cumprindo seu papel num evento dessa magnitude, eu imaginava que, nesse momento, eles não misturariam as coisas. Eu estou aqui em nome de uma causa que na história do Brasil é de todos nós. Começou lá atrás com o Chico Mendes e o presidente Lula, como companheiro do Chico Mendes, tem participação nisso."

    O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, ironizou a participação da ex-ministra no evento dizendo que o motivo foi o fato de que "Marina sempre teve boa relação com as casas reais da Europa e com a aristocracia europeia". Os dois são inimigos políticos desde que bateram de frente nas discussões sobre o Código Florestal. Marina, no entanto, preferiu "relevar" as declarações do ministro. E disse que gostaria que Rebelo "entrasse no espírito olímpico sugerido por aquela cerimônia". "Não quero apequenar esse momento com qualquer tipo de desconstrução da grandiosidade de saber que o Brasil é uma referência na luta ambiental pelo mundo. Desconsiderar isso é o mesmo que desconsiderar toda a contribuição dada pelo PT na construção da democracia brasileira", reagiu."Eu estava ali pela causa que defendemos do desenvolvimento sustentável, quando digo defendemos, falo de todos aqueles que acreditam que o mundo precisa mudar. Não sou oposição ao governo da presidente Dilma, eu apenas tenho uma posição. Mas há quem não entenda assim."

    Segundo Marina, o convite do Locog para participar da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Londres também a surpreendeu. Os organizadores a sondaram no domingo para saber se concordaria com o uso de sua imagem no evento e apenas na terça-feira confirmaram como seria a sua participação. Marina desembarcou em Londres na quinta-feira. Sobre manter segredo, disse que foi instruída pelo Locog. "Eu fiz como eles me disseram. Falei apenas com meus filhos e marido e pedindo a eles segredo. Não tinha como revelar isso ao governo, a ninguém. Foi um pedido", disse. "Vim para cá com o espírito olímpico de lutar pelo Brasil, pela paz, pelo desenvolvimento sustentável e eu posso te dizer que quando passei ali diante das autoridades, eu senti uma boa dose de orgulho de saber que nesses 500 anos de história do Brasil nós tínhamos eleito a primeira mulher presidente da República. Era esse espírito que estava ali presente." Marina disse que as críticas do governo não importam. "O mais importante é que estou fazendo meu trabalho. E isso ficará como legado para o Brasil."

    Parsifal, esta matéria foi do Estadão, e me parece que de fato a Presidenta ficou com dor de cotovelo!

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  3. presença da ex-senadora Marina Silva na cerimônia de abertura da Olimpíada de Londres, antecipada pelo site de VEJA nesta sexta-feira, causou mal-estar entre os ministros do governo Dilma Rousseff. A participação pegou a todos de surpresa, inclusive a própria presidente.

    Marina entrou carregando a bandeira com os anéis olímpicos ao lado de outras sete personalidades que ali representavam a luta pela paz mundial, entre os quais o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon e o maestro argentino Daniel Barenboim. O convite partiu do Comitê Olímpico Internacional, sem o conhecimento do governo brasileiro, e foi mantido em sigilo. A ex-ministra é reconhecida internacionalmente por seu trabalho de defesa do meio ambiente.

    A situação criou constrangimento porque Marina não tem boas relações com Dilma e acabou encobrindo a presença da presidente do próximo país-sede da Olimpíada na cerimônia de abertura de Londres. "Marina sempre teve boa relação com as casas reais da Europa e com a aristocracia europeia", afirmou o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, adversário político de Marina na polêmica do Código Florestal. "Não podemos determinar quem as casas reais escolhem, fazer o quê?", disse.

    O presidente da Câmara, Marco Maia, afirmou que a primeira reação foi de surpresa. Para ele, o COI deveria ter feito um melhor trabalho de comunicação com o governo brasileiro. "É óbvio que seria mais adequado por parte do COI e da organização do evento que houvesse um diálogo de forma mais concreta com o governo brasileiro para a escolha das pessoas", disse, sem deixar de reconhecer a importância do trabalho ambiental de Marina.

    Para outro membro da delegação, que pediu para não ser identificado, o que o COI fez foi o equivalente a convidar um membro da oposição britânica para um evento no Brasil que tenha o governo de Londres como convidado especial.

    Marina explicou que só recebeu o convite na última terça-feira, dia 24. Sobre Dilma, insistiu em não criar polêmica, dizendo que "sentia orgulho" em ver a primeira presidente mulher do país na arquibancada do Estádio Olímpico. Durante a cerimônia, a presidente foi mostrada pelas câmeras oficiais por menos de cinco segundos, enquanto a entrada de Marina foi amplamente comentada, destacando sua luta pelo meio ambiente. O ministro do Turismo, Gastão Vieira, só ficou sabendo da presença de Marina já no Estádio Olímpico. "Foi surpresa", disse o ministro da Ciência e Tecnologia, Marco Antonio Raupp.

    Os governos do Brasil e o Reino Unido vêm mantendo relação estreita e trabalho em diversas iniciativas de cooperação para a preparação dos Jogos. Mesmo assim, o relacionamento não impediu a situação de saia justa para a comitiva de Dilma em Londres.

    (Com Agência Estado)
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    Matéria publicada no portal da Veja,

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  4. CHANCELARIA DO MICO NO MEIO AMBIENTE


    Não posso dizer que era previsto, mas posso dizer que era de se esperar algo parecido, em um país onde o primeiro na linha de sucessão milita no tema Meio Ambiente!

    Sendo o Brasil o segundo pais em território puro no continente americano ( O Canadá é o primeiro e os EUA só se torna maior quando incluídos Alasca e Havaí) era de se esperar uma valorização de quem é engajado no Brasil em meio ambiente!

    Haverá troco quando as Olimpíadas forem no Brasil?

    Não posso prever, mas posso dizer que é de se esperar algo parecido, a presidente militou na clandestinidade contra o governo então algo como um militante do “IRA” desfilando na abertura das Olimpíadas no Brasil não vai me causar espanto!

    Agora caso isso se confirme não haverá um representante britânico de peso para passar tal vexame afinal chancelaria britânica não é para inglês ver como a nossa!


    MCB

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  5. As fotos, os fatos, a inteligencia e a competencia, tenho a certeza que a escolha mais adequada para os brasileiros e o seus bens materiais mais preciosos, " os recursos naturais" teria sido a Marina Silva e não esta, que ai está.
    Por falar nisso qem pagou as despesas da ida à primeira olimpíada da primeira filha?
    Nós?

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  6. Que maldade deses britânicos! Aqui no Brasil, nem a Imprensa Golpista chegou a tanto requinte de crueldade contra a madame Rousseff. Essa doooeeeuuuuu... E vai doer até 2014 ou 2016 quando a turma da Dilma tentará dar o troco.

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  7. dilma teve que engolir o aldo rebelo apos dizer da vergonha que sentia pelo codigo florestal e nao tem opiniao propria respeitada no governo faz o que a maioria dos aliados querem e lula esta do lado dos picaretas porque se tornou um deles
    o governo colhe o que plantou se aliou a ratos de gatunos agora colhe a m**** que se meteu
    Uma pessoa digna como Marina Silva nao pode ser agredida por um partido que nada faz pelos brasileiros a nao ser comprar votos com bolsa familias e cotas para universidade por motivos raciais quando deveria ser por motivo economico-social.lula esta com maluf ate o pescoco matou a propria vida politica com quem esta sendo visado pela interpol nao pode por os pes no mundo fora do Brasil eh isso mesmo so ponho letra maiuscula em quem merece so respeito quem merece respeito

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  8. chupa dilma!! eheheh

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