05/10/2012

Carajásgate: depoimentos iniciam dia 09

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No dia 09.10 começam os depoimentos na Polícia Federal sobre o “Carajásgate”, episódio no qual se apreendeu mais de R$ 1 milhão em uma aeronave no aeroporto de Carajás.

O dinheiro teve origem legal (saque da empresa ETEC de sua própria conta bancária), mas, segundo a PF, a destinação acalenta indícios de ilegalidade: caixa 2 de campanha política.

A PF, em princípio, trabalha com a hipótese de que o dinheiro seria entregue ao coordenador da campanha petista em Parauapebas, Alex Ohana, que estava no aeroporto antes do pouso da aeronave e teria saído quando viu a chegada do juiz eleitoral.

A PF já intimou Ohana, e o empresário que se identificou como dono do dinheiro, para prestar depoimento.

Um comentário:

  1. Davi Batalha05/10/2012 17:33

    TV Liberal: o vexame das Eleições Municipais 2012.
    Pela 1ª vez na história da capital paraense há uma eleição tão disputada para a Prefeitura de Belém. Nada menos do que 10 candidatos disputam o comando de Belém, sendo a campanha por si só um espetáculo de democracia. Apesar disso, a democracia e a isonomia, o tratamento igualitário que as leis do país exigem dos meios de comunicação para com os candidatos, não parecem fazer parte dos princípios das ORM.
    A TV Liberal, afiliada da TV Globo no Pará e em Belém, se traduziu neste 1º Turno como a pior cobertura das Eleições 2012, o que se traduziu em erros grosseiros, no desrespeito às leis eleitorais e à Constituição Federal e no fiasco de uma proposta de debate obscura e confusa, que foi marcado, remarcado e depois cancelado por culpa da irresponsabilidade da própria TV Liberal. Vamos aos fatos que se seguiram:
    1. Logo no inicio da campanha, a TV Liberal apresentou uma proposta de cobertura a todos os candidatos, que impunha a todos estes a assinatura de um Termo no qual esses candidatos abririam mão de participar do debate na TV – neste, só participariam os 05 primeiros colocados na pesquisa do IBOPE; os demais ganhariam uma entrevista no Jornal Liberal.
    2. No entanto, o acordo proposto pela TV Liberal exigia unanimidade, o que não foi alcançado, pois os candidatos Alfredo Costa, do PT, Sérgio Pimentel, do PSL, e Marcos Rêgo, do PRTB, entraram e ganharam na justiça o direito constitucional de participarem do debate – diante da negativa da justiça para suas regras absurdas, a TV Liberal cancela o debate.
    3. No lugar do debate a TV Liberal transmitiu o programa humorístico “A Grande Família”, pois suas regras arbitrárias – opostas e mesmo transgressoras às determinações da Justiça Eleitoral – não foram acatadas por candidatos nem pela Justiça. Porém, as trapalhadas da TV Liberal não parariam por aí, fazendo ruborizar até um Agostinho Carrara, personagem do humorístico transmitido que sempre quer se dar bem e acaba se atrapalhando e aos outros.
    4. Já no último dia da Propaganda Eleitoral Gratuita na televisão, a TV Liberal simplesmente – e de forma inexplicável – cortou (isso mesmo: CORTOU!) parte do programa de Anivaldo Vale e Priante, coincidentemente os candidatos que disputam diretamente uma vaga no 2º Turno eleitoral com Zenaldo Coutinho, candidato oficial das ORM e da TV Liberal.
    5. O constrangimento acintoso obrigou juízes a sentenciarem a TV Liberal a abrir espaço em sua grade, que transmitiu em rede – pois as TVs SBT, Cultura e TV Nazaré fizeram seu trabalho profissionalmente, porém terão de retransmitir em rede o erro exclusivo da TV Liberal – os 54 segundos roubados do programa de Anivaldo Vale nesta quinta-feira, e nesta sexta-feira, véspera da eleição, terá de transmitir os programas de Anivaldo Vale e Priante.
    6. Porém, o prejuízo causado na transmissão dos programas de Anivaldo Vale e Priante não pode ser mensurado e reparado, apenas minimizado, o que já constituiu beneficio direto para o candidato oficial da TV Liberal, o tucano Zenaldo Coutinho.
    Como diria Boris Casoy, isso é uma vergonha, tanto para a TV paraense quanto para a população de Belém, que não via uma manipulação tão grosseira desde a época da ditadura, quando tentou fraudar os resultados das Eleições1982 para prejudicar Leonel Brizola, e das Eleições 1989, quando houve a manipulação da edição do debate entre Collor e Lula, beneficiando o primeiro. Os eleitores não mereciam nem precisavam estar diante de tamanho desrespeito às leis, às regras eleitorais e, principalmente, aos telespectadores.





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